Baldio de Riba de Âncora é um exemplo Nacional, considera Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas

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O Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino, visitou esta semana (dia 26 de outubro) vários projetos de gestão florestal no concelho de Caminha, acompanhado pelo presidente da Câmara de Caminha, Rui Lages, o presidente do ICNF, Nuno Banza, a diretora regional do Instituto, para o Norte, Sandra Sarmento e Paulo Alvarenga, presidente do Conselho Diretivo dos Baldios de Riba de Âncora. Sobre o trabalho que o Baldio de Riba de Âncora tem realizado, o Secretário de Estado sublinhou: “Este baldio enche-nos de orgulho a todos. O vosso baldio é um exemplo nacional e, por isso, presto-vos este testemunho público de agradecimento em nome do Governo pelo trabalho que têm feito, e a nossa obrigação é ajudar-vos a fazer mais ainda e estamos completamente disponíveis para isso”.

O Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino, esteve ontem em Riba de Âncora onde foi recebido na sede do Conselho Diretivo dos Baldios de Riba de Âncora. Para além da comitiva anteriormente citada também estiveram presentes as equipas de Sapadores Florestais 01-111 (Conselho Diretivo dos Baldios de Riba de Âncora), a 25-111 ( equipa da Associação de Produtores Florestais do Vale do Minho, em protocolo com o Município de Caminha), 03-111 (Conselho Diretivo dos Baldios de Carvoeiro) e a 21-111 (Associação para a Cooperação Entre Baldios, tem como área operacional o Baldio da Montaria).. Da parte da tarde, a comitiva visitou o projeto “Florestar, Criar Esperança”, o Projeto do Souto do Rego Grande e ainda o Projeto de aproveitamento da regeneração.

Sobre a excelente gestão da floresta que os Baldios de Riba de Âncora têm realizado, o presidente da Câmara de Caminha foi claro: “orgulho-me de ter esta gestão de baldios aqui no concelho de Caminha. Há baldios que têm uma gestão não gestão; há baldios que se preocupam em fazer alguma manutenção e há baldios que querem fazer mais, que querem ter a sua produção, que querem demonstrar que conseguem ter rentabilidade da floresta e que é possível cuidar da floresta fazendo-a produtiva. Mas, isso só pode ser feito por quem tem um olhar de futuro uma visão muito pragmática do território”.

Rui Lages aproveitou a presença do Secretário de Estado e do presidente e diretora regional do ICNF para lançar o desafio: “mostrem o trabalho que está a ser feito em Riba de Âncora junto do Governo, junto de outras comissões de baldios como um exemplo daquilo que é a gestão da floresta e a gestão de baldios no nosso pais. Todos nós replicamos aquilo que está a ser feito em riba de ancora, teremos uma melhor floresta, mais resiliente, mais produtiva”.

O autarca de Caminha, além de mostrar o trabalho que está a ser desenvolvido, apresentou algumas reivindicações e preocupações sentidas no terreno pelos Sapadores Florestais, nomeadamente sobre o que pode ser feito para melhorar a qualidade de vida e também a  qualidade profissional no terreno destas equipas: “nós precisamos que os Sapadores Florestais sejam valorizados, sejam potenciados, sejam vistos como parceiros essenciais para que este trabalho que foi feito aqui seja também ele valorizado. E só valorizando as pessoas, só valorizando os homens, só valorizando as carreiras e só valorizando o trabalho que eles fazem é que poderemos ter mais gente a trabalhar na floresta e a interessar-se por estas temáticas”.

Paulo Alvarenga, presidente do Conselho Diretivo de Riba de Âncora, deu a conhecer todo o trabalho que o Baldio tem realizado em prol da floresta, mencionando que já foram investidos cerca de 400 mil euros e que nunca tiveram qualquer apoio do Governo.  

Paulo Alvarenga mencionou a parceria com o Rotary Clube de Caminha, parceiro no projeto “Florestar, Criar Esperança”, informando que no próximo mês de dezembro vão plantar cerca de mil carvalhos.

O Secretário de Estado salientou que todas as questões levantadas pelo presidente da Câmara no que respeita à valorização dos Sapadores Florestais são todas elas questões pertinentes, deixando claro que “os sapadores para nós são determinantes”. Sobre a carreira de Sapador Florestal, o governante salientou existir uma dificuldade legal, salientando que “essa questão é uma preocupação para nós, temos estado a trabalhar nela e vamos arranjar uma solução”.

Sobre o programa para mecanização das equipas de Sapadores Florestais, o governante falou do programa do Governo e das máquinas disponíveis, garantindo a possibilidade de disponibilizar uma máquina para esta equipa.

O Secretário de Estado elogiou várias vezes o trabalho realizado por esta equipa, comprometendo-se em ajudar na “construção” de candidaturas para que obtenham resultados positivos: “relativamente ao trabalho que estão a fazer, têm a disponibilidade completa do Governo para vos apoiar porque é a nossa missão, é para isso que temos o dinheiro, é para isso que temos os fundos comunitários”.

Sobre o projeto Florestar, Criar Esperança, recordámos que tem três vertentes: A reflorestação, a educação florestal da população escolar e a sensibilização da comunidade. Serão reflorestados com folhosas 6 hectares de uma área ardida há 7 anos e neste momento invadida por duas invasoras exóticas: a austrália longifólia e a háquea espinhosa. O Baldio da Freguesia de Riba de Âncora está a desempenhar um papel fundamental na preparação do terreno, além de disponibilizar os seus recursos, nomeadamente o seu rebanho com cerca de 150 cabras bravias que serão as responsáveis pelo controlo das invasoras e mato na zona de plantação.

O projeto do Souto do Rego Grande consiste num investimento realizado na plantação de castanheiros, no estábulo onde é resguardado o rebanho de cabras e ovelhas, o equipamento tecnológico que ajuda a gerir o espaço, tais como as câmaras de vigilância, os painéis fotovoltaicos, a captação de água para as diversas charcas, o trabalho de parceria com o clube de caçadores.

Quanto ao projeto de aproveitamento da regeneração natural de pinheiro bravo, o controlo das invasoras é também assegurado pelas 150 cabras bravias.