GESTÃO DO PORTINHO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA -COMPETÊNCIA PODE PASSAR PARA A CÂMARA DE CAMINHA

Autarquia quer gerir áreas da pesca desportiva, instalações sem ocupação e o mercado
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A autarquia de Caminha tem vindo a ter reuniões com diversos responsáveis pela Docapesca para discutir a possibilidade de assumir competências de gestão no Portinho de Vila Praia de Âncora. Sobre a mesa está a possibilidade de a Câmara Municipal de Caminha assumir a gestão de espaços na área da pesca desportiva, incluindo a regulamentação do acesso à mesma, a utilização do espaço vago que fica por baixo da denominada “onda” do Portinho Velho, as ações de limpeza da zona interior das rampas a norte e da área em frente ao Forte da Lagarteira e a gestão do mercado do peixe. Fora da discussão está tudo o que tenha a ver com a atividade profissional, incluindo o acesso e gestão da primeira venda de peixe ou a gestão do Portinho novo, incluindo armazéns.

Para o presidente da Câmara Municipal de Caminha, “nestas como noutras áreas, do que se trata é de perceber o que é que a Câmara Municipal pode fazer melhor do que a Docapesca e nós achamos que a proximidade que temos à comunidade e aos pescadores em geral nos habilita a responder mais rápido aos problemas e de forma mais assertiva”. Para Miguel Alves, não há dúvida de que “a Docapesca ganhará eficácia se fizer o que sabe fazer e o que tem de fazer que é cuidar da venda em lota e do cumprimento de todas as regras para a atividade profissional. O resto, a Câmara Municipal de Caminha poderá sempre fazer melhor se tiver os recursos financeiros para isso e é nesse sentido que temos vindo a reunir e a limar arestas a um futuro protocolo de delegação de competências”.

Na semana passada, Miguel Alves esteve reunido com a diretora da Docapesca no Norte, Helena Cardoso, e com os dirigentes da Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora para debater alguns dos problemas do Portinho que, apesar do investimento avultado feito num passado recente, apresenta já sinais de enorme degradação. As entidades acompanharam as limpezas em curso na envolvente do Forte da Lagarteira e fizeram um breve reconhecimento no local, que permitiu identificar várias inconformidades. O presidente da Câmara Municipal de Caminha referiu que o objetivo é chegar a um acordo com a Docapesca até ao final do ano e exigiu que, até lá, algumas das situações que vêm sendo elencadas pelos pescadores possam ser resolvidas.