Museu municipal de Caminha terá duas novas salas equipadas para “viagens no tempo” através do megalitismo

Obras de reformulação e renovação dos espaços museológicos estão já na fase final
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O Museu Municipal de Caminha vai contar com duas novas salas, dotadas de tecnologia multidimensional e equipamento multimédia. As obras de reformulação e remodelação total dos dois espaços entraram na sua fase final.  O investimento ronda os 90 mil euros e enquadra-se no projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo”, aprovado pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, na área do “Património Cultural”.

Com o megalitismo como tema, o projeto que está a ser desenvolvido pelo Município de Caminha inclui ainda a produção de um filme onde, entre outro património, terão destaque o Dólmen da Barrosa ou Lapa dos Mouros, localizado em Vila Praia de Âncora, e a Laje das Fogaças, que encontramos na freguesia de Lanhelas.

Uma das salas do Museu onde decorrem os trabalhos terá um ecrã gigante, ocupando praticamente a totalidade de largura de uma das paredes. Aí poderá ser apreciado o filme, uma autêntica viagem no tempo, dentro de alguns meses. O segundo espaço acolherá, entre outros, maquetas tridimensionais.

O projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” foi, como referimos, aprovado pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, no domínio do “Património Cultural”, e visa a criação de uma rede de 10 rotas/ itinerários cronológicos culturais baseados na história e nos bens patrimoniais do Alto Minho.

Trata-se de uma iniciativa intermunicipal: cada um dos concelhos do Alto Minho encabeça uma rota, dispondo de um espaço físico que funcionará como “portal” de acesso a uma “estação do tempo”, com uma série de valências nas quais se apresentarão “um filme imersivo sobre essa rota e uma sequência de recursos patrimoniais a serem visitados”.

Relativamente aos dois exemplares do nosso património que estarão em destaque neste projeto, o Dólmen da Barrosa ou Lapa dos Mouros, ou ainda Anta da Barrosa é descrita no próprio projeto como “uma edificação megalítica datável entre 2000 e 1700 a.C. Constituída por um corredor e uma câmara sepulcral de planta poligonal, com oito esteios e laje de cobertura. É o maior e o melhor preservado dos monumentos funerários descobertos no vale do rio Âncora. As antas serviam para sepultamentos coletivos, existindo alguns exemplares que ainda mantêm a mamoa: um amontoado de pedras e terra, em forma de seio, que servia para cobrir e proteger a construção”.

Por outro lado, o Monte de Góios, em Lanhelas, é o ponto de partida para mais uma “viagem no tempo, através das gravuras rupestres da Laje das Fogaças. Neste grande afloramento granítico foram identificadas 106 figuras diversificadas, desde formas geométricas a desenhos zoomórficos, como aquele que aparenta ser um caprino. Pelas características dos sulcos, presume-se que as gravuras foram sendo feitas em diferentes épocas, como o Neolítico, a Idade do Ferro ou a Idade do Bronze”.