Novo Mercado Municipal de Caminha está perto da conclusão

Estrutura deverá funcionar em pleno no próximo verão
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O novo Mercado Municipal de Caminha, em plena zona ribeirinha, aproxima-se da fase final, numa altura em que todas as infraestruturas estão já instaladas, colunas e paredes estão construídas. E, diga-se, não haverá muitas paredes, porque o novo equipamento é uma “janela aberta” para o Rio Minho e para o coração da Vila, e apenas será separado da paisagem por grandes superfícies envidraçadas. No final da passada semana realizou-se uma visita de trabalho à obra, acompanhada por aqueles que irão em breve dar vida do Mercado, expondo e vendendo aqui os seus produtos. A expetativa é que tudo esteja a funcionar este verão.

Mais de quatro décadas de espera estão finalmente a terminar para o concelho e para vendedores e clientes, é o final feliz de um longuíssimo processo. A Câmara Municipal de Caminha está a terminar a construção de um Mercado Municipal de raiz. Trata-se de uma obra importante, num investimento de cerca de 600 mil euros. Há cerca de um ano dava-se formalmente início aos trabalhos, com a demolição do velho edifício e a retirada de todo o fibrocimento, que era aliás em maior quantidade do que se esperava.

Antes, a Câmara Municipal preparou contentores especiais para acolher os vendedores, assim como todas as infraestruturas que permitiram começar a trabalhar nas melhores condições possíveis, provisoriamente, ali mesmo ao lado, com vista para as obras da nova “casa”.

E durante a visita foi isso mesmo que ficou demonstrado. Os vendedores, que desde a primeira hora foram auscultados sobre o novo Mercado Municipal, provaram que têm seguido de perto a evolução dos trabalhos e aprovam o resultado quase final. A visita, acompanhada pelo arquiteto, empreiteiro, técnicos da Câmara, Presidente da Câmara Presidente da União de Freguesias de Caminha e Vilarelho e Vereadores ligados às obras e aos mercados municipais serviu também para esclarecer as últimas dúvidas.

O projeto do Mercado Municipal de Caminha é da autoria dos arquitetos Rui Rosado Correia e Tiago Sousa. Esta nova estrutura conta com quatro lojas viradas a sul, 12 bancas para venda de peixe, fruta e legumes, zonas de cargas e descargas, armazéns de frio, viveiro e outras valências. Exteriormente o novo equipamento é composto por uma série de colunatas que permitem a transparência do mercado e ao mesmo tempo proteger do sol as pessoas que trabalham no mercado. Máquina de gelo, viveiro, câmaras frigoríficas, cortinas de vento, novas bancadas e novos expositores também fazem parte do projeto.

A obra tem financiamento comunitário, através do NORTE 2020 e dos Planos de Ação de Regeneração Urbana – PARU. Empreiteiro e técnicos acreditam que este verão tudo estará a funcionar em pleno. Os equipamentos que irão compor e dar funcionalidade ao Mercado já estão encomendados e serão montados proximamente.