Presidente da Câmara de Caminha esclarece PSD destacando 35 medidas tomadas de combate à Covid

Miguel Alves agradece o contributo da oposição que chega 8 meses depois do início da pandemia, mas critica demagogia das propostas efetuadas
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O Presidente da Câmara Municipal de Caminha escreveu uma carta aos vereadores do PSD em resposta às críticas de inação que foram feitas à autarquia há poucos dias e às propostas apresentadas pelos vereadores da oposição. Miguel Alves saúda chegada do PSD local ao debate sobre a COVID 19, 8 meses depois do aparecimento dos primeiros casos, mas agradece a demonstração de interesse por ser “importante que o maior partido da oposição no concelho de Caminha possa (…) partilhar algum pensamento sobre um dos momentos mais difíceis das últimas décadas”. O autarca explicou o essencial da ação municipal nos últimos tempos, tendo distinguido 35 medidas tomadas para controlo da infeção e combate aos efeitos económicos e sociais da doença.

Desde a implementação pronta do regime de teletrabalho nos serviços municipais, passando pela criação da Rede Complementar de Apoio que leva alimentos e medicamentos à população, Miguel Alves não deixou de elencar medidas de apoio financeiro à Unidade Local de Saúde do Alto Minho, a definição de uma centena de camas de retaguarda no concelho para doentes COVID, a instalação de um Centro de Rastreio Móvel, o pagamento de testes aos funcionários e utentes das instituições e a preparação da época balnear ou dos anos letivos como eixos fundamentais de combate à propagação da doença.

O mesmo fez com as propostas de apoio à economia que passam pela isenção de taxas de ocupação do espaço público, pelo não pagamento de rendas comerciais em instalações do Município, pela assunção do pagamento de tarifas fixas de água, saneamento e resíduos, durante meses, a todas as pequenas e microempresas do concelho, bem como o lançamento de campanhas de incentivo às compras no comércio local. Finalmente, o autarca distinguiu o apoio monetário às IPSS e aos bombeiros e a triplicação do apoio às famílias como núcleo principal de combate aos efeitos sociais da doença, onde também constam isenções de rendas em fogos municipais, a criação de linhas de apoio psicossocial aos cidadãos, a disponibilização de verbas ás Juntas de Freguesia e o pagamento de medicamentos a pessoas mais desfavorecidas.

Segundo o autarca que também é Presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil, foi o estreito diálogo com as instituições de apoio aos idosos, a Igreja, o Centro de Saúde de Caminha e a Unidade Familiar do Vale do Âncora, a Proteção Civil, as escolas e as Juntas de Freguesia que permitiu alcançar resultados notáveis que, contudo, não travaram a segunda vaga que vivemos.

Miguel Alves assinala, por isso, que “grande parte das medidas propostas pelo PSD agora, correspondem a decisões tomadas há muitos meses atrás”, mas não deixa de referir que há propostas da oposição que são impossíveis de concretizar no atual contexto financeiro. De facto, como o edil escreve na carta que endereçou ao PSD, “propostas de pagamento de tarifas de água, saneamento e resíduos (…) e de devolução de parte do IMI através de cheque oferta, juntando-se a todas as exigências de despesa que fazem, como a redução drástica do prazo de pagamento a fornecedores ou o pagamento de bolsas de estágio profissional a empresas do concelho, não são apenas demagógicas mas absolutamente impraticáveis”.

E remata assim: “gostávamos de prometer tudo a todos mas mais despesa, com menos receita, é uma fórmula impossível de aplicar e a população do concelho de Caminha precisa mais de verdade do que de demagogia”.

VER CARTA AOS VEREADORES DO PSD